• Cargos comissionados

    Postado 15 junho, 2012 por em Artigos

    Tem-se falado, e muito, sobre os CARGOS COMISSIONADOS nas diversas esferas governamentais.
    Afinal, isto é bom ou é ruim para o país?

    Como tudo na vida: depende.

    Considero os cargos comissionados, entre muitos outros, um dos sustentáculos da democracia, juntamente com o direito de votar e ser votado, liberdade irrestrita de imprensa e a necessária alternância de poder.

    Quando se tem uma DEMOCRACIA plena, grupos ideológicos degladiam-se para a tomada ou permanência no poder. Quando um grupo de uma determinada ideologia é eleito, nem vou entrar aqui no mérito de esquerda, direita, centro e todas as suas nuances, este grupo tem por obrigação cumprir aquilo que ofereceu (prometeu) à sociedade em troca do seu voto de confiança.
    Para que possa cumprir, o grupo vencedor insere seus membros ou correligionários, dentro dos diversos órgãos governamentais com o intuito de implantar aquele programa oferecido nas eleições.

    São os “cargos em comissão” ou “cargo em confiança”.

    Estes membros, juntamente com o corpo técnico (funcionários de carreira, ou efetivo, do serviço público) irão analisar, planejar e implantar, ou não, o programa apresentado pelo grupo vencedor, que, “a priori” foi o que a sociedade aprovou nas urnas.

    Este tipo de função “em comissão” ou “de confiança” é de fundamental importância para a implantação dos pensamentos do grupo vencedor.

    Por outro lado, o desvirtuamento dos “cargos em comissão” gerou uma ojeriza estupenda por parte da sociedade, simbolizando-o como funcionário que não presta os devidos serviços pelo qual é remunerado e, as vezes, até mesmo “criando dificuldades para vender facilidades”.

    São os chamados corruptos.

    Mas, ao mesmo tempo que não podemos condenar toda a medicina, segurança ou a educação pelo erro de um médico, policial ou professor, é totalmente injusto condenar todos os cargos em comissão em função de desvios de alguns de seus ocupantes.

    Não estou defendendo os desviados.
    Contrariamente a isto, creio que devam ser exemplarmente punidos.
    Na mais dura forma que a lei permitir.
    A impunidade destes desviados incentiva o desvio dos demais funcionários.

    A sociedade brasileira, de forma geral, tem conseguido punir um ou outro desviado mas, o que realmente grassa é a impunidade, apesar, também, de todos os esforços envidados pelos poderes formais constituídos.

    Mudanças à vista?
    Só com a participação ativa de todos os brasileiros.
    Sem descanso!
    Ininterruptamente.
    Só assim poderemos almejar uma nação melhor para nossos filhos e netos.

    Uma nação mais humana, solidária, compartilhadora e justa!

5 Responses to Cargos comissionados

  1. pedro amarildo vieira says:

    Eu vejo muita secretaria de Agricultura,por exemplo,em Municipios Agrícolas,sendo chefiadas por gente que passa bem longe da área agrícola.Gente que não entende nada do setor e assume apenas por “ser de confiança” e não “ser competente”.Não estará aí um grande mal, da administração estatal?

    Eu por exemplo,jamais subiria num avião pilotado por um motorista de caminhão,por melhor que o cara fosse.
    E nem daria minha barriga, para ser operada por um açougueiro,por mais que o cara seja profissional, na arte de cortar carne.
    Quero dizer com isso,sobre a importância da observância, da competência técnica,das pessoas para qualquer cargo estatal.

  2. pedro amarildo vieira says:

    Entendi a necessidade, de pessoas de confiança, nas administrações estatais.

    É um mal necessário a “democracia”.

    No entanto,o número exagerado dessas pessoas é que é gritante.Não deveria existir, mais que uma pessoa de “confiança”, indicada pelo mandatário, para cada setor.E o que eu acho mais conflitante é mesmo o tamanho absurdo do estado brasileiro.Não deveriam existir,nunca mais que 12 ministérios.

    E uma pergunta:

    Essas “pessoas de confiança”,para cada setor,não podem mesmo serem escolhidas,dentre os funcionários já concursados?

    Qualquer que seja a origem,da tal pessoa de “confiança”,tem de ser religiosamente,uma pessoa de comprovada competência profissional.

  3. zanellasedi@hotmail.com says:

    Meu caro Eloy,
    A teoria está perfeita, no entanto, nem todos se comprometem, efetivamente, com as funções para as quais são indicados.
    Mas, como você bem diz, não podemos generalizar…

    Abraço!

    • Eloy Souza says:

      Exatamente isto meu caro amigo Sedi!
      NUNCA conseguiremos fazer com que TODOS se comprometam, porém, o COMBATE a este tipo de excesso deve ser veemente e rotineiro
      O problema não é o CARGO EM SI mas, como sempre, as distorções que lhe são feitas por aqueles que NÓS elegemos.
      Muito obrigado por sua leitura e comentário!

      Abraços

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