• O medo que não vem! O medo que não tem!

    Postado 27 novembro, 2012 por em Artigos

    Por estas minhas andanças pela vida, tenho encontrado as mais diversas personalidades de profissionais.
    Temos os humildes, os subservientes, os arrogantes, os bonzinhos, os brincalhões, os amigos, os duros e diversos outros.

    Nenhuma destas personalidades é tão ruim quanto o medroso.
    O medroso não faz nada e coloca medo nos que querem fazer algo.

    Cria todos os males e os piores cenários do mundo para, às vezes, fazer uma simples assinatura de jornal,  comprar pneus novos ou até mesmo, trocar a empresa terceirizada de higiene e segurança!

    Não quer assumir risco nenhum. Tem sempre que “estar bem” com todos. De colegas do mesmo nível aos de maior e menor nível hierárquico.

    Quando sai da empresa, cumprimenta o porteiro, não por educação ou respeito, mas pelo simples fato de que TEM MEDO que o porteiro o tenha como arrogante e antipático.
    Já com os de nível superior hierárquico maior, os cumprimenta, também não em função de educação ou respeito, mas por medo de avaliação futura.

    O medo tem a função de nos proteger de algo. Todos têm que ter medo em maior ou menor grau, pois apenas isto já nos protege dos perigos.
    Mas, profissionalmente, o medo nos atrasa de forma arrasadora.

    A falta de iniciativa é condição primeira de fracassos.

    Não estou dizendo que é pra sair por aí desafiando e aceitando todos os riscos.  Não mesmo! Digo que correr riscos é da natureza humana e, profissionalmente, estes riscos tem que ser devidamente mensurados.

    Qual a possibilidade desta ou daquela ação dar errado?

    Se não der certo, qual o prejuízo (não apenas financeiro) trará para a empresa-instituição e para mim mesmo?

    Se der certo, o “lucro” obtido com esta ação vale o risco corrido?

    Existe uma máxima em meus alfarrábios que diz:
    “ O lucro (objetivo) tem que ser no mínimo maior que o risco que se corre para sua obtenção”.
    Correr riscos desnecessários é tão ruim quanto não correr risco nenhum.

    Milhares de pessoas vivem contentes com o que a vida já lhes deu e não querem, de forma alguma, “apostar” em suas competências para que sejam  melhores ainda.

    Vão de casa para o serviço, batem o ponto na empresa, fazem os trabalhos do dia e voltam para suas vidas.
    Isto por anos a fio. Sem mudanças. Sem erros.  Sem apostas. Sem derrotas e… Sem vitórias.

    O medo do novo as impede de viver plenamente o que poderiam possuir.

    Novos saberes, novas pessoas, novos lugares, novos amigos.

    Quando foi a última vez que você apostou no novo e perdeu-ganhou?

    Você está vivendo ou apenas deixando a vida te levar?

    Pense nisto e, se achar que o risco vale a pena, mude, caso contrário…

38 Responses to O medo que não vem! O medo que não tem!

  1. Nice Veloso says:

    Excelente reflexão! Esta leitura me trás a aura de coisa boa… Um grande achado… Sabe como é que é né?… Rs… Devemos reunir a força e a coragem de um leão e jamais sucumbir diante de ameaças de nada nem ninguém. Quando tomamos forte consciência do nosso potencial e que todos nós somos capazes e avançarmos destemidamente, os caminhos se abrem e as pessoas logo nos acompanharão e juntos seguiremos respeitando uns aos outros e a dignidade da vida!

  2. viviane luchetti says:

    O medo bloqueia qualquer tipo de atitude que possamos fazer para que nos traga sucesso na vida!!!!
    É inacreditável como as pessoas baixam a cabeça, se enfiam debaixo da mesa por causa de um tom mais alto com o outro. Vejo muito isso no meu dia a dia de trabalho entre sócios…nem mesmo os próprios colaboradores da empresa não se deixam que o medo pelos superiores os afetam. Mas de ver os próprios sócios correndo um do outro é simplesmente INACREDITÁVEL.

  3. Jean François Veto says:

    Artigo lúcido, lógico e abrangente. Reflete bem a realidade não só de empresas mas de vidas pessoais. Profissionalmente o medroso, identificável como “murólogo” por seus posicionamentos o mais neutros possíveis, é o mesmo que afirma convictamente, “eu me pago com o meu trabalho “… Mal sabe que se ele se paga deixa de agregar qualquer margem de contribuição ao négócio que o remunera. Nada acrescentam, desestimulam parceiros, liderados e acendem a luz vermelha para seus líderes. Boa Prof. Eloy, valeu pela contribuição e estímulo. Abraços Jean

  4. francy says:

    Com toda certeza isto é algo que devemos pensar, e nós policiar para evitar que os medos que sentimos de diversas situações afetem de maneira irreversivel nossa vida , seja profissional como afetiva, afinal o medo nos trava , nos incapacita de sermos e fazermos o melhor ; Adoro suas colocações Eloy vc é sempre sensato e verdadeiro em colocar suas ideias e opinião .

  5. Myrian Dauer says:

    O medo que sinto, nunca é por mim; sempre pelos outros, pelos seres amados.
    Profissionalmente não tenho medo do novo, a palavra que descreve melhor é fastio rsrsrsrsr Tenho mais receio de estragar a minha qualidade de vida, aquilo que gosto de fazer realmente. Não quero embarcar numa empreitada que termine com minha paz de espírito. Questão de gosto :)
    Relacionado ao seu artigo, destaco o discurso de Steve Jobs em Stanford (se é que ainda não viu, pois é sobejamente conhecido):

    http://umpratopordia.blogspot.com.br/2011/10/voce-tem-que-encontrar-o-que-voce-ama.html

    Boa noite amigo e boa sorte com a empreitada :)

  6. Joel Oliveira says:

    “A falta de iniciativa é condição primeira de fracassos”

    O medo, por Eloy Ribeiro, é uma muito boa reflexão sobre os efeitos do medo no trabalho e na vida, “… os humildes, os subservientes, os arrogantes, os bonzinhos, os brincalhões, os amigos, os duros e diversos outros. Nenhuma destas personalidades é tão ruim quanto o medroso”. Vale conferir, afinal, você tem medo de quê?

    • Eloy Souza says:

      Grato Joel, por sua leitura, comentario e compartilhamento.
      Se não pudermos alterar, ou pelo menos tentar, fazer deste mundo, um mundo melhor, não vivemos. Apenas SOBREVIVEMOS. Iguais ao medrosos e derrotados.

      Obrigado, novamente, por sua atenção.

  7. paulo says:

    parabéns, belo texto amigo, notadamente eu associo o medroso com o pessimista,e infelizmente eu tenho gente muito próxima a mim, que tem agido dessa maneira, ao simplesmente tentar fazer algo novo, já se questiona: será que vai dar certo, mas e se não der, e se eu me ferrar? o medo é realmente em certas pessoas, mais que uma doença.
    vou compartilhar no Face.
    Um abraço

    • Eloy Souza says:

      Grato Paulo, pela sua leitura, comentário e compartilhamento!
      O medo faz-se necessário para nossa proteção mas, quando incontrolável,
      torna nossa vida, tanto pessoal quanto profissional, plena de derrotas.

  8. Naisyara Anderle Ribeiro de Souza says:

    É sempre o comodismo que destrói as boas idéias, o MEDO de trabalhar mais, ler mais, aprender mais, faz as pessoas deixarem de lado seus planos e sonhos.

    Ótimo artigo, que seja um empurrão pra muita gente!

  9. Silvia Netto says:

    Concordo com tudo que escreveu e digo tranquilamente que o medo é algo que nunca fez parte da minha vida, desde muito cedo fui corajosa, me exponho, me arrisco e vivo tudo intensamente. Digo uma coisa, vale a pena pra carreira e pra vida pessoal. Hoje com mais maturidade sim, mas jamais permitirei que o medo me afaste da vida.
    Parabéns pelo texto que nos faz refletir.
    Grande abraço

  10. Crivellari_MG says:

    Amigo.. Me identifiquei muito com seu texto.. Sou exatamente isto.. SEm medo de arriscar.. sem medo de perder.. Isto eh o magico da vida !!! Parabens !!!

    • Eloy Souza says:

      Caro Rodrigo! A luta que empreendemos só pode terminar com vitória. O medo de lutar leva-nos às consecutivas derrotas e, por consequência, perdemos o que mais nos importa na vida: A BUSCA PELA FELICIDADE. Muito obrigado pela sua leitura e comentário. Abraços!

  11. cláudia Viana says:

    Eu tenho medo de ter medo… O medo, quando se trata da vida profissional, só atrapalha mesmo. Eu já tive que ter muita coragem para tomar certas decições na mha vida. A coragem é a mha força. Parabéns pelo texto.

  12. Caro Eloy

    Você captou e reproduziu com perfeição todas as nuances da personalidade de pessoas com as quais convivemos diariamente.Estabelecer o equilíbrio entre a cautela e a busca do inusitado é uma arte que poucos dominam.
    São sábias as palavras de F.Otaviano:
    “Quem passou pela vida em branca nuvem,
    E em plácido repouso adormeceu…
    Foi espectro de homem, não foi homem,
    Só passou pela vida, não viveu.”

    • Eloy Souza says:

      Você sim, cara Angela. Captou exatamente aquilo a que me proponho e a sua citação encaixa-se perfeitamente no texto. Muito obrigado por sua leitura e comentário.

  13. Sonia Salim says:

    Sempre venho em busca de bons textos e os encontro. Nós vivemos no risco e dele vem o nosso maior contentamento. Com certa dose de cautela, lá vamos nós em busca do inusitado, sempre.

    Abraços, Eloy!

    Sonia Salim

  14. Carla Santana says:

    Investir no novo, no desconhecido sempre traz um desconforto gerado pela dúvida do “Será?”… Será que isto vai dar certo?” “Será que vale a pena fazer este curso? Mas como transformar uma situação ou uma realidade sem arriscar nas mudanças, sem ter a iniciativa de fazer diferente. Por este motivo concordo inteiramente quando diz que “o medo nos impede de viver plenamente.” Ele só nos estagna e nos torna limitados, dificultando todo tipo de crescimento seja profissional, pessoal e até mesmo espiritual.

    • Eloy Souza says:

      Grato, Carla, por sua leitura e cometário. Sem tentar não há possibilidade de crescimento e evolução.
      A “dose” de ousadia deve estar estritamente dentro do “risco calculado”.
      Quem não arrisca… não conhece vitória ou derrota. Sempre no limbo da vida, entre a felicidade e a tristeza.

  15. Ajuricaba says:

    Pior ainda se o medroso for o chefe. Aí lascou-se: nada anda no local de trabalho.

    • Eloy Souza says:

      Correta a sua observação. Entretatnto, na maior parte das vezes, o “medroso” nem chega a ser “chefe”.
      Ele contenta-se com sua vida da forma que está!
      Grato “Cacique”, por sua leitura, comentário e compartilhamento!

  16. Bebethsal says:

    Realmente, a todo o momento a vida nos oferece oportunidades de superar o medo e não devemos desperdiçá-las. Suas palavras são encorajadoras, Eloy,pois devemos lutar sempre contra o medo para que ele não nos paralise.É um exercício diário! Grande abraço!

  17. Daniel Brusa says:

    Seu artigo me fez Lembrar dum poema de Pessoa, não sei por que…
    “… há sem dúvidas quem ame o infinito, há sem dúvidas quem deseje o possível, há sem dúvidas quem não queira nada.
    Há 3 tipos de idealistas, e eu, nenhum deles.
    Porque amo infinitamente o finito, porque desejo impossivelmente o possível, porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, ou até se não puder ser … ”
    Fernando Pessoa

    • Eloy Souza says:

      Realmente, Daniel, desejar conhecer a finitude do infinito é uma das melhores formas
      de expressar o “EU NÃO TENHO MEDO”.
      Obrigado Daniel, pela sua leitura, comentário e compartilhamento.

  18. Marisa Cruz says:

    CARO ELOY

    O “NãO” JÁ CONHECEMOS. BUSCAR O “SIM” É NÃO TER MEDO DO “NãO”

    Marisa Cruz

  19. marcia helena martins says:

    Já vi muito o medo no serviço público. Na verdade, é uma forma de corrupção. O cara é corrupto para ganhar o próprio salário, que também ganharia se não fosse corrupto! E depois dessa corrupção em troca do próprio salário, vem a corrupção por propina.

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