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	<title>Eloy Souza &#187; Eloy Souza</title>
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		<title>ENTREVISTADORES &amp; ENTREVISTADOS</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 01:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não!  Este texto não é meu não ! Achei-o na internet e o colocarei aqui exatamente como me foi enviado! Em realidade já conversei com alguns entrevistadores que me relataram acontecimentos até mais estranhos que estes relatados! Assim somos nós, HUMANOS ! Sempre surpreendemos e nos surpreendemos ! Aproveite!. Como não se portar numa entrevista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não!  <img class="colorbox-623"  src="https://image.freepik.com/free-photo/portrait-handsome-african-black-young-business-man-working-laptop-office-desk_231208-680.jpg" alt="Retrato de um jovem negro africano bonito trabalhando em um laptop na mesa do escritório. Foto grátis" /><br />
Este texto não é meu não !<br />
Achei-o na internet e o colocarei aqui exatamente como me foi enviado!<br />
Em realidade já conversei com alguns entrevistadores que me relataram acontecimentos até mais estranhos que estes relatados!<br />
Assim somos nós, HUMANOS !<br />
Sempre surpreendemos e nos surpreendemos !<br />
Aproveite!.</p>
<h3><a href="http://www.desaforo.com/2008/06/como-no-se-portar-numa-entrevista-de.html" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank"><span style="color: #000000;">Como não se portar numa entrevista de emprego</span></a></h3>
<div>Segue uma coletânea de situações esdrúxulas, todas reais, ocorridas em entrevistas de emprego.<br />
Alguns relatos estão registrados no livro da escritora norte-americana Rebecca Smith &#8220;Currículo Eletrônico &amp; Online Networking&#8221; (era o que dizia a minha fonte. Será que o tal livro existe mesmo?).<br />
Outras são da revista Info Exame.</div>
<div>1. O candidato desculpou-se abruptamente e saiu. Voltou alguns minutos depois usando uma peruca.<br />
2. Pediu para ver o currículo do entrevistador para checar se ele era qualificado para julgá-lo.<br />
3. Levou seu cão boxer à entrevista.<br />
4. O entrevistador perguntou: &#8220;Onde você se vê dentro de cinco anos?&#8221; A resposta: &#8220;No seu lugar&#8221;.<br />
5. Para mostrar qualificação, o candidato disse que ao começar o trabalho provaria que a gerência toda da companhia era formada por incompetentes.<br />
6. No fim da entrevista, puxou uma câmera Polaroid do bolso e tirou uma foto do entrevistador. Disse que havia feito fotos de todos os que o entrevistaram.<br />
7. Disse que se conseguisse o emprego tatuaria o logotipo da empresa no braço para mostrar lealdade.<br />
8. Sem dizer uma palavra, o candidato levantou-se no meio da entrevista e caiu fora.<br />
9. Disse que não tinha almoçado e perguntou se poderia comer um hambúrguer que trazia na pasta.<br />
10. O candidato não só mascava chiclete, como fazia bolas.<br />
11. Manteve o walkman nos ouvidos durante toda a entrevista.<br />
12. Interrompeu a conversa e ligou para o analista para pedir um conselho sobre como responder determinada questão.<br />
13. Disse que não estava interessado porque o salário era muito alto.<br />
14. Quando o entrevistador atendeu ao telefone, o candidato sacou uma Penthouse (revista erótica, como Playboy) da pasta e ficou olhando as fotos; parou um longo tempo no pôster central.<br />
15. Durante a entrevista um alarme de pulso soou, o candidato se desculpou e disse que tinha de sair para uma outra entrevista.<br />
16. O candidato disse que não sairia da cadeira até ser contratado. Foi preciso chamar a segurança.<br />
17. Quando perguntado se tinha passatempos, levantou e começou a dançar tango com uma parceira imaginária.<br />
18. Tirou um videogame portátil da pasta e desafiou o entrevistador para um pinball.<br />
19. Começou a pular no tapete e disse que o entrevistador deveria ser muito importante para ter um tapete tão grosso.<br />
20. Perguntou quem era a garota encantadora no porta-retratos. Quando o entrevistador disse que era sua mulher o candidato perguntou se ela estava em casa e qual era o telefone. Foi retirado pela polícia.<br />
21. O telefone do candidato tocou no meio da entrevista. Era sua mulher. Ele pergunta: &#8220;Que companhia? Quando eu começo? Qual o salário?&#8221; O entrevistador disse que supunha que a entrevista não lhe interessava mais. O candidato respondeu: &#8220;Lógico que interessa, vou para a empresa que pagar mais&#8221;. Era um truque para elevar a oferta.<br />
22. O candidato perguntou se o fato de o entrevistador não estar de terno tornava a oferta de emprego menos formal.<br />
23. Desafiou o entrevistador para uma queda de braço.<br />
24. O candidato disse que na verdade não queria trabalhar, mas que o seguro desemprego pediu uma prova de que ele estava procurando um trabalho.<br />
25. Perguntou se podia consumir cocaína antes de começar a entrevista.<br />
26. O pretendente à vaga chegou usando apenas um sapato. Disse que o outro fora roubado no ônibus.<br />
27. A bolsa da candidata abriu durante a entrevista e de dentro saltou uma calcinha, além de dois potes de maquiagem e um vidro de perfume.<br />
28. Chegou na entrevista de mobilete e estacionou na recepção. Disse que não queria ser roubado e por isso precisava de um lugar coberto para deixar a mobilete.<br />
29. Retirou o sapato e a meia do pé direito e colocou talco nos dedos. Disse que precisava fazer aquilo quatro vezes ao dia e que estava na hora.<br />
30. Assobiou o tempo todo enquanto o entrevistador falava.</div>
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		<title>Tatu Doerrado</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Oct 2019 23:19:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[CaHe (CaHe de Carlos Henrique e não de CAÊtano, tá legal?)  entregou uma nota de R$ 50,00 para o caixa, como pagamento pela limpeza e higienização de seu carro,  e recebeu uma nota de R$ 5,00 como troco. Colocou-a na carteira e foi para o estacionamento pegar seu carro.  Neste trajeto, uns 10 ou 15 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CaHe (CaHe de Carlos Henrique e não de CAÊtano, tá legal?)  entregou uma nota de R$ 50,00 para o caixa, como pagamento pela limpeza e higienização de seu carro,  e recebeu uma nota de R$ 5,00 como troco. Colocou-a na carteira e foi para o estacionamento pegar seu carro. <img class="alignright size-medium wp-image-614 colorbox-613" title="Motorista de aplicativo1" src="http://eloysouza.com.br/wp-content/uploads/Motorista-de-aplicativo11-300x174.jpg" alt="" width="300" height="174" /><br />
Neste trajeto, uns 10 ou 15 metros mais ou menos, ligou o celular e colocou-se *ONLINE* para o aplicativo que estava trabalhando.<br />
Já fazia 6 meses que trabalhava com este aplicativo e estava se dando muito bem !<br />
Já era quase um *diamante*. O mais alto grau de *parceria* entre o aplicativo e seus condutores !<br />
Apesar de ter uma renda considerável para os padrões brasileiros, como aposentado que era, ele gostava muito de trabalhar com este tipo de aplicativo.<br />
Conhecia bastante gente, passava o tempo, obrigava-se a manter o veículo sempre em perfeitas condições e ainda ganhava *uns troco*, como ele dizia.<br />
Mas, a grana não era sua prioridade ao trabalhar como motorista de aplicativo !<br />
Conhecer pessoas, poder ajudar, passar o tempo e poder escolher QUANDO trabalhar eram seus incentivos para ser motorista.<br />
Assim que chegou ao veículo, limpinho, o aplicativo ofereceu uma corrida bem perto de onde ele estava. Duas quadras para ser mais exato.<br />
CaHe aceitou a corrida e foi em direção onde estava o cliente de nome MagDo, que, naquela hora ele leu como MagNo.<br />
Já chegando onde estava o cliente, ele de longe percebeu quem era, pois o cliente estava com olhar fixo no celular e olhando em direção ao CaHe !<br />
Estacionando ao lado, abriu o vidro e perguntou:<br />
- Magno ?<br />
- Não! MagDo. Mas sou eu mesmo !<br />
- Perdão ! Eu que li teu nome rápido e me enganei ! Vamos para onde ?<br />
- Tenho que ir até a Rua das Rosas, duas quadras depois do Supermercado  TriFron, pegar uma encomenda, e depois até a rodoviária ! Pode ser?<br />
- Pode sim. Tem horário para pegar ônibus?<br />
- Não ! Ainda vou comprar a passagem !<br />
- Ok, Então não temos pressa né?<br />
- Até pegar a encomenda, está *de boa*. Depois sim, tenho um pouco de pressa!<br />
- Ok. Vamos lá!<br />
Foram conversando por uns 10 a 15 minutos até chegarem ao ponto que ele pediu, na Rua das Rosas ! Uma casa simples, mas, aparentemente, bem cuidada !<br />
Magdo desceu e pediu que CaHe nem desligasse o motor, pois era *jogo rápido* !<br />
CaHe respondeu que estava tudo bem e o Magdo desceu do veículo !<br />
Não passou 5 minutos e volta o Magdo correndo, esbaforido, com uma arma na mão e uma sacola, tipo de supermercado na outra !<br />
- Vai ! Vai logo! Diz ele para CaHe !<br />
Assustado, CaHe não sabia o que fazer e perguntou:<br />
- O que foi? O que aconteceu ?<br />
- Minha ex-mulher está brigando comigo ! Mete o pé! Vamos embora !<br />
- Não cara ! Se a coisa é feia deste jeito, vamos chamar a policia !<br />
- Que polícia que nada ! Vamos embora logo antes que ela apareça e *dê m&#8230;.* !<br />
- Não vou embora não ! O que tem nesta sacola ?<br />
- Umas coisas que ela me devia !<br />
Bem neste momento, uma viatura da Policia Militar apareceu, como por encanto, à frente do carro do CaHê. Com as luzes ligadas, sirene soando e dois policiais já desceram apontando suas armas para o carro do CaHê e gritando:<br />
- Não tente sair. Desligue o carro e saia devagar !<br />
CaHê desligou o carro, mostrou as mãos aos policiais, abriu a porta e desceu devagar do carro !<br />
Já Magdo, jogou a arma no assoalho do carro e, por sua vez, desceu devagar do carro !<br />
Neste momento, Cahê agradeceu a Deus por Magdo não ter reagido !<br />
Os policiais chegaram perto e mandaram que ambos colocassem as mãos sobre o capô do veículo.<br />
Revistaram minuciosamente a ambos e, ao constatarem que estavam desarmados, pediram os documentos tanto de CaHê quanto de Magdo, além do veículo, naturalmente !<br />
CaHe disse que os documentos do carro estavam no *quebra sol* do lado do motorista e que os documentos dele estavam na carteira no bolso traseiro.<br />
Já Magdo disse que tinha esquecido os documentos em casa !<br />
O policial pediu a CaHe que pegasse a carteira e mostrasse a identidade.<br />
Assim que CaHe entregou a identidade, o policial olhou-a e foi até a janela do veículo, ao lado do condutor e pegou os documentos do veículo.<br />
Comparou os nomes e viu que o carro, apesar de estar alienado a um banco, estava em nome de CaHe.<br />
Foi, com os documentos até a viatura e, pelo radio falou alguma coisa com alguém !<br />
Neste intervalo, o outro policial que tinha ficado um pouco mais afastado, ainda com a arma na mão mas sem aponta-la para ninguém, aproximou-se de Magdo e perguntou:<br />
- Como é seu nome ?<br />
- José Carlos Venturoso de Nascença<br />
CaHê olhou surpreso para, agora, *Magdo* e pensou:<br />
- Oras bolas ! Não era Magdo?<br />
Volta a perguntar o policial ao, agora, José Carlos:<br />
- Mora onde?<br />
- Lá na Vila Margarida !<br />
- Onde na Vila Margarida?<br />
- Rua do Arrozal !<br />
- Você está brincando, comigo né?<br />
- Não, senhor! Eu sou trabalhador senhor !<br />
Neste instante, sai uma senhora com duas crianças da casa e fala:<br />
- Ele nos assaltou agora pouco! Ele está armado !<br />
O policial dá um passo em direção ao Magdo (ou José Carlos, como você preferir) e fala:<br />
- Volte pra dentro senhora ! Já eu chamo a senhora !<br />
E voltando-se para Magdo(?) indaga:<br />
- Cadê a arma?<br />
- Não tenho arma nenhuma não, senhor !<br />
E CaHê fala:<br />
- Tem sim ! Ele saiu correndo da casa com uma arma na mão !<br />
Neste meio tempo, volta o outro policial e devolvendo a documentação para CaHê diz:<br />
- O que você está fazendo aqui ?<br />
- Eu sou motorista de aplicativo e vim fazer uma corrida pra ele !<br />
E o policial virando-se para Magdo(?) torna a perguntar:<br />
- Cadê a arma?<br />
- Não tenho arma não, senhor !<br />
O policial entra no carro pela porta do passageiro e encontra a arma jogada atrás do banco do passageiro!<br />
- E esta a arma?<br />
E Magdo(?) responde:<br />
- Não sei de arma não, senhor! Sou trabalhador ! Aquela mulher está enganada !<br />
- Tem passagem?<br />
- Uma só, senhor !<br />
- Qual artigo?<br />
- 171, senhor !<br />
E olhando para o outro policial diz:<br />
- Arma de plástico ! Imitação perfeita !<br />
O outro policial, aproximando-se de Magdo(?) olhando bem para o rosto dele, diz:<br />
- Eu te conheço ! Já te prendi uma vez ! Você não tem só uma passagem por 171 não ! Você tem passagem, várias, por furto, estelionato e ameaças ! Você é o Zeca Peta ! Te conheço faz tempo !<br />
- Não senhor! O senhor está enganado !<br />
O policial, voltando-se para CaHê, pergunta:<br />
- Como você entrou nesta ?<br />
CaHê explicou tudo e inclusive, passou o número do telefone do posto onde tinha mandado lavar o carro, com o nome do caixa e tudo para que o policial confirmar, e mostrou, inclusive, a chamada pelo aplicativo !<br />
Os policiais, se convenceram de que CaHê nada tinha a ver com a história e pediram a ele que fosse embora! Iriam levar o Magdo(?), Josè Carlos(?), Zeca Peta(?) para a delegacia e iriam chamar a senhora para fazer o Termo Circunstanciado, além de devolverem os quase R$ 500,00 que o Magdo(?) José Carlos (?) ou Zeca Peta tinha roubado da senhora e que, se fosse preciso, o delegado iria chama-lo para prestar esclarecimentos!<br />
CaHê deu um suspiro de alivio, entrou no carro e decidiu ir para casa.<br />
O dia tinha sido desastroso e ele não iria correr o risco de piora-lo se continuasse na rua !<br />
Chegou em casa, guardou o carro, tomou um banho e, ao sair do banheiro, viu que tinha uma nova mensagem do aplicativo!<br />
Leu:<br />
*O aplicativo tal, levando em consideração a reclamação do cliente MAGDO, resolveu, de imediato, suspender o seu trabalho, até que as diligências efetuadas por este aplicativo constatem, ou não, a veracidade das reclamações! Outrossim comunicamos que as autoridades já foram comunicadas da tentativa de assalto, assédio e maus tratos que foram impingidas ao usuário MAGDO por este motorista!*<br />
.<br />
CaHê desistiu de trabalhar com aplicativo e está respondendo processo por maus tratos, tentativa de assalto e assédio !<br />
Os dois policiais que atenderam a ocorrência, além de nem citarem CaHê naquela ocorrência, ainda se dispuseram a ser *TESTEMUNHA DE DEFESA* de CaHê e, mesmo assim, CaHê ainda terá que arcar com custas judiciais, honorários de advogado e demais despesas !<br />
Magdo(?) José Carlos(?) ou Zeca Peta, passou uma noite na delegacia e foi liberado na manhã seguinte! Deve estar respondendo processo, mas, em realidade, ele nem liga para isto !</p>
<p>Tem alguma coisa errada neste atual Brasil !!!</p>
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		<title>Coincidência?</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Aug 2019 18:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nestas minhas andanças pela vida, já fui engraxate, vendi jornal velho, já trabalhei em porto, já vendi tijolo, azulejos, parafusos, furadeira, trator, fui professor, fiz apresentações e mais uma montoeira de coisas. Entre estas *montoeiras*, fui, também, vendedor de livros ! Todas estas atividades me deram, cada uma a seu modo e tempo, as condições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestas minhas andanças pela vida, já fui engraxate, vendi jornal velho, já trabalhei em porto, já vendi tijolo, azulejos, parafusos, furadeira, trator, fui professor, fiz apresentações e mais uma montoeira de coisas. Entre estas *montoeiras*, fui, também,</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-590 colorbox-582" title="coincidencia" src="http://eloysouza.com.br/wp-content/uploads/coincidencia6-300x267.jpg" alt="Os dados ainda estão rolando..." width="300" height="267" />vendedor de livros !</p>
<p>Todas estas atividades me deram, cada uma a seu modo e tempo, as condições que desfruto e pago hoje.</p>
<p>Em umas destas minhas andanças, a seara da vida me colocou numa cidadezinha no interior do Ceará,  bem no *agrestão* mesmo, chamada Nepomuceno do Paraíso.<br />
Um calor de fazer vaca dar leite em pó.<br />
Já quase meio dia e eu só iria procurar a escola, para tentar demonstrar meus livros, depois das 13:30h.<br />
Como a sede estava terrível, parei o carro à margem da estrada, num bar-mercearia chamada OCHOA. Gravei o nome porque havia um jogador de Grêmio de Porto Alegre que se chamava Ochoa e, em minhas condições, não estava lá em condições de escolher muita coisa não.<br />
Parei o carro, desci e, sentei em uma das cadeiras que rodeavam as mesas brancas, de plástico, que estavam sob a coberta externa.<br />
Um televisor, com uma imagem mais esmaecenta que filme de Drácula, resmungava alguma coisa, no *Jornal do almoço* em uma emissora regional.</p>
<p>Pedi à moça que me atendeu, chamada Fátima, um refrigerante sabor cola, mas que não *COLA*sse. Aquela da outra marca. Um PF (prato feito) arroz, feijão (preto) uma coxa de frango ou um bife, além de uma salada de tomate (TOMATE, no singular mesmo, pois era um só, e mesmo assim, só meio tomate) com duas folhas de alface que, pelo aspecto, haviam sido colhidas na época que Castro Alves nasceu.<br />
Tudo isto em dois pratos, já descascados pelo tempo, mas (acho que) limpos.<br />
Aproveitei e pedi DOIS OVOS DE GALINHA, fritos !<br />
Ela me disse que os ovos seriam cobrados à parte. R$ 2,00 cada ovo !<br />
Disse que estava tudo bem. Que eu pagaria sem problema nenhum.</p>
<p>Enquanto esperava, comecei a prestar atenção no noticiário que a televisão gaguejava *ao vivo*.<br />
A repórter, uma morena muito linda, com uma dicção perfeita, se eu conseguisse entender o que ela falava, devido a microfonia que teimava em cortar as palavras.<br />
Ela anunciava que, naquele dia, 50 anos passados, o professor Natalino, havia começado a dar aulas no município e, agora estava para se aposentar com o salário integral de UM SALARIO MINIMO. Como o professor estava completando 50 anos de profissão, eu calculei que ele tivesse começado com uns 18-19 anos de idade, portanto, já estava chegando (se não ultrapassado) a sete décadas de vida.</p>
<p>Eu não havia prestado atenção mas, mais ao canto, em uma outra mesa, havia um senhor, meio sonolento, as rugas da idade caindo-lhe pelo rosto e, eu notei, que o álcool estava acabando com aquele *guerreiro nordestino* !<br />
A Fatima, que iria me servir, ao passar perto dele, falou-lhe:<br />
- Tiãozinho! Já chega por hoje ! Tá na hora de subir pra sua casa !<br />
Ele, o Tiãozinho, não prestou muita atenção no que a moça falou e continuou a prestar atenção na televisão.<br />
Ele se esforçava para poder ver , ouvir e entender o que estavam falando na televisão.<br />
Cheguei a pensar que aquele senhor poderia, até, ter sido aluno do professor Natalino, que agora, orgulhoso, recebia uma medalha e um *deproma* do prefeito, pelos *irrelevantes* (sim! Isto mesmo! O prefeito disse pelos IRRELEVANTES) serviços prestados a todos do município. Inclusive ao próprio prefeito Miúdo.<br />
Não ! O nome do prefeito era Aparício, mas, ele era conhecido por MIUDO.<br />
Sei disso porque aparecia o nome dele e, entre parenteses,o nome de *MIÚDO*<br />
O prefeito *Miudo*, como havia questão de frisar a repórter, cumprindo a promessa de campanha de valorizar a educação estava cumprindo uma delas, mostrando assim ser um homem de palavra, honra e dignidade.<br />
O prefeito Miúdo, chamou o Padre Sansão, que havia recém chegado de Roma, menos de 3 anos, onde havia se encontrado com o Papa e que iria benzer o *deproma*, a medalha e o próprio professor Natalino.</p>
<p>Ao se aproximar do balcão onde estava o *deproma*, a medalha e o professor Natalino, do outro lado do balcão, em pé, o câmera fixou no rosto do professor e ele, num esgar de lábios, revirou os olhos e caiu para a frente. Em cima do *deproma*, da medalha, virando tudo por cima do prefeito Miúdo, que, numa agilidade felina, saltou para trás..<br />
Ninguém (nem eu) estávamos entendendo o que estava acontecendo AO VIVO naquela hora, a menos de mil metros de onde estávamos.<br />
A Fatima, que já vinha trazendo minha refeição em uma bandeja, parou por um minuto para olhar para a televisão e tentar entender o que estava se passando.<br />
Rapidamente apareceu um senhor diante das câmeras e, debruçado sobre o Professor Natalino, olhou para cima e fez um sinal negativo com a cabeça. Só disse:<br />
- Infarto fulminante !<br />
Houve um silêncio eterno de uns 30 segundos até que alguém gritou:<br />
- Chamem os bombeiros! O SAMU !<br />
Uma outra voz, vindo sabe-se lá de onde, respondeu:<br />
- Que bombeiro que nada ! Pra quê ! Ele já *subiu* Chame o Amauri da Funerária São Luiz !<br />
Creio que foi a primeira morte, ao vivo e (mais ou menos) em cores que eu via na televisão<br />
Neste meio tempo, aquele senhor, sentado à mesa um pouco mais distante,  o Tiãozinho, um tanto quanto também alcoolizado, fez um barulho estranho, como se estivesse *gorfando* (regurgitando) e caiu por cima da mesa, derrubando a mesa e levando junto o copo cheio de um liquido transparente de cheiro forte.<br />
A Fatima, que estava com a bandeja sendo equilibrada em uma das mãos, deu um salto pra trás e a bandeja voou (literalmente) em minha direção.<br />
Só tive tempo de me abaixar e a bandeja passou como um OVNI, pilotado por um prato com arroz com feijão preto, um prato menor com duas folhas de alface e meio tomate, juntamente com dois ovos fritos (moles) sobrevoando minha cabeça!<br />
Assim que passou a bandeja, ergui, de soslaio, um dos olhos e a Fatima estava ajoelhada junto ao Tiãozinho, puxando-o pelos ombros e gritando:<br />
- Levanta Tiãozinho! Você tem que ir pra casa que a Diméia está te esperando !<br />
Mas, mesmo eu, do alto da minha incompetência *<strong><em>funerárica</em></strong>* já havia notado que o Tiãozinho, já estava, nesta hora, acompanhando o professor Natalino (acho que) pelo mesmo caminho.<br />
Em menos de quinze minutos, eu perdi a fome a sede, vi duas subidas e, sorrateiramente, fui até o balcão, deixei uma nota de R$ 20,00 e uma de R$ 10,00 para pagar a refeição que eu não havia consumido, mas, não gostaria de sair dali, me aproveitando de um momento de dor da comunidade.<br />
Com medo, entrei no carro, liguei e sai devagarinho, morrendo de medo de, pelo atacado, eu acabar *subindo também* !</p>
<p>Não ! Não foi naquele dia.<br />
Mas como saber se não seria se eu estivesse ficada por lá né ?</p>
<p><strong>Resumindo</strong>:<br />
Não procurei a escola, não vendi livro nenhum, passei sede e fome e a única que consegui foi&#8230;. mais uma história das COISAS DO ELOY !</p>
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		<title>Amigo que é amigo, te mete o pé no ouvido !!!</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Mar 2017 09:46:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é dia 20 de março de 2017 e, segundo o calendário, começa OFICIALMENTE o outono. Nas redes sociais, há milhares de mensagens dizendo *BEM VINDO OUTONO*, *QUE O SEU OUTONO SEJA PLENA DE GRAÇAS* e outras frases  de efeito e gosto tão duvidoso quanto a já famosa *AMIGO É AQUELE QUE MESMO SABENDO DOS [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia 20 de março de 2017 e, segundo o calendário, começa OFICIALMENTE o outono.<img class="alignright size-medium wp-image-578 colorbox-577" title="amigos de ouvido" src="http://eloysouza.com.br/wp-content/uploads/amigos-de-ouvido-300x170.jpg" alt="" width="300" height="170" /><br />
Nas redes sociais, há milhares de mensagens dizendo *BEM VINDO OUTONO*, *QUE O SEU OUTONO SEJA PLENA DE GRAÇAS* e outras frases  de efeito e gosto tão duvidoso quanto a já famosa *AMIGO É AQUELE QUE MESMO SABENDO DOS MEUS DEFEITOS FICA COMIGO*.<br />
O escambau do bico azedo que é assim.<br />
Não interessa se é outono, inverno ou qualquer outra estação.<br />
Se você NÃO MUDAR o teu outono será igual ao teus invernos e verões.<br />
Se você não mudar, não há frase karnaliana (aquela careca besta, metido a dono da verdade e idolatrado por mentes rasas e espíritos menores) que vá te fazer melhor.<br />
Mas isto dá trabalho e você é um preguiçoso.<br />
Aliás, o pior tipo de preguiçoso que existe: O PREGUIÇOSO MENTAL.<br />
Não esqueça que a PREGUIÇA (inclusive a mental) é um dos pecados capitais.<br />
Amigo que é amigo mesmo, é aquele que te chama a atenção para as porcarias que você faz na vida.<br />
É aquele que, na briga, já chega dando voadora no pescoço do inimigo e, mesmo assim você sabe que, depois, levará uma *bronca danada* dele por ter feito coisa errada.<br />
Amigo que é amigo esforça-se ao máximo para te mudar.<br />
Para que você seja uma pessoa melhor.<br />
Sendo e fazendo feliz as pessoas que te rodeiam.<br />
Aquele que te aceita exatamente como você é, sem nunca te *meter o pé no ouvido* (isto é uma metáfora tá? Não seja idiota o suficiente para levar isto ao *pé da letra*) é simplesmente um babaca, um amigo (ou adepto) do maléfico junto com outro babaca (este segundo, sendo você mesmo).<br />
Tudo que você faz é bom, bonito, o melhor do mundo.<br />
Você está sempre certo na visão do *amigo* (do maléfico).<br />
Caia fora disto.<br />
Seja humilde o suficiente para aceitar as broncas do seu amigo.<br />
Agradeça a ele por ter te chamado a atenção por tal ou tal atitude.<br />
Peça desculpas pelo seus erros.<br />
Vou repetir para deixar bem claro: PEÇA DESCULPAS de forma clara e nítida.<br />
FALE.<br />
GRITE, NO OUVIDO DELE,  ESTE PEDIDO DE DESCULPAS.<br />
Seja transparente no pedido !<br />
Sem deixar nenhuma dúvida de que você reconhece teu erro e tudo fará para não mais repeti-lo.<br />
Errar é natural e necessário para a evolução.<br />
Excetuando-se a remotíssima possibilidade de você ser DIVINO, você já errou, erra e continuará errando.<br />
O *erro* é condição *sine qua non* para a evolução, DESDE QUE você tenha aprendido com ele, e esforce-se ao máximo para, AQUELE ERRO, não mais cometer.<br />
Portanto, dizer que AMIGO É AQUELE QUE FICA COMIGO MESMO CONHECENDO MEUS DEFEITOS é de uma parvoíce extrema.<br />
Amigo é aquele que fica comigo e, se necessário, usa até mesmo a força para que eu não cometa (mais ainda) erros e tudo faz para corrigir meus defeitos.<br />
Me perdoa trocentas vezes, mas antes, me chama a atenção trocentas e duas vezes.<br />
E se você leu até aqui, ao que parece, você não tem preguiça mental, portanto, AINDA não é um caso perdido.<br />
Você ainda tem salvação.<br />
Basta querer.<br />
Você quer ?</p>
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		<title>Valorizando o professor de Educação Básica!</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2015 22:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Naquele fevereiro de 1967, em minha casa, sabia que estava ocorrendo algo “diferente”. Não tinha certeza do que era  mas sabia que “algo” estava fora da normalidade da minha casa. Para falar em normalidade, por favor, leitor(a), imagina uma casa onde havia cinco filhos, um papagaio, uma arara, um viveiro de pássaros no fundo do quintal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">
<p>Naquele fevereiro de 1967, em minha casa, sabia que estava ocorrendo algo “diferente”.<br />
<img class="alignright size-medium wp-image-566 colorbox-565" title="alunos por docente_imagem" src="http://eloysouza.com.br/wp-content/uploads/alunos-por-docente_imagem-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" />Não tinha certeza do que era  mas sabia que “algo” estava fora da normalidade da minha casa.<br />
Para falar em normalidade, por favor, leitor(a), imagina uma casa onde havia cinco filhos, um papagaio, uma arara, um viveiro de pássaros no fundo do quintal, ao lado do pé de laranja lima, um cachorro “policial”, mais uma  ajudante de minha mãe e sua filha Elizete, e, finalmente meu pai.</p>
<p>Conseguiu imaginar como era a<br />
“normalidade” da casa?</p>
<p>Havia duas cozinhas, uma “dentro de casa” e outra, com fogão de lenha e tudo, mais afastada.<br />
Lá nos fundos da casa, logo depois do pé de pokan, e antes de chegar à caixa d’água!<br />
A casa, de madeira, pintada de marrom, com todo mundo dentro. Um bagunça só. Bagunça organizada, planejada, dirigida e comandada pela enérgica e suave mão de ferro de minha mãe.</p>
<p>Bem, naquele fevereiro de 1967 eu com 9 anos de idade, ouvi meu pai comentar que estava mudando o dinheiro. Eu sabia, mais ou menos, o que era “dinheiro”.  Tinha nove anos e ia à escola. Ouvi meu pai falando em cortar três zeros e imaginei uma tesoura cortando as cédulas  com as “fotografias” de Pedro Alvares Cabral, Tiradentes, Marechal Deodoro&#8230; Não entendia o objetivo de fazer aquilo? Será que, cortando o dinheiro poderíamos comprar duas vezes mais coisas? Com Cem Cruzeiros, ou UM DOM PEDRO II, eu ia à matinê do Cine Avenida, pagava a entrada e ainda comprava dois Ki-Bambas (um doce de coco com chocolate). Se cortassem o dinheiro eu poderia ir duas vezes ao cinema e comprar quatro Ki-Bambas? Saí de casa para ir à escola, bastante ensimesmado com o assunto.</p>
<p>Não tínhamos aulas separadas naquela época. Era uma professora só que nos ensinava todas as matérias, além de como devíamos nos comportar, não só em sala de aula, mas, e principalmente, na vida.  Nos limitava em nossas estripulias. Impunha-nos a capacidade de discernir o certo do errado. O que PODIA e o que NÃO PODIA. A minha professora, a linda Dona Alice Viterbo dos Reis, naquele dia, viu-me mais calado. Mais “troncho” das ideias. Depois de fazer a chamada, passou umas frases no quadro negro (naquela época, escolinha de madeira, o quadro realmente era negro. Não verde como hoje) para que copiássemos no caderno de caligrafia. Assim que terminou de escrever as frases, chegou até minha “cadeira” (Sim! Cadeira, com tábua para apoiar o caderno, pois só tinha  UM caderno) e perguntou-me o que tinha acontecido. Então lhe contei o que havia escutado de meu pai, sobre cortar o dinheiro, e ela sem sorrir nem nada, didática e pedagogicamente, falou-me o que significava o “corte” dos três zeros. Nada tinha a ver com tesouras, facas ou qualquer objeto cortante.</p>
<p>Bem, estou falando tudo isto para lembrar a importância que os professores da educação básica tem no desenvolvimento de nossa personalidade. Não somente ao nos ensinar matemática, geografia ou história, mas principalmente pela marca indelével que deixa em nossas vidas.</p>
<p>Depois da Dona Alice, devo ter  tido mais de 200 professores. Todos eles de importância fundamental para o meu desenvolvimento,  pessoal  e profissional, mas, nenhum destes mentores foram tão marcantes quanto a Dona Alice.</p>
<p>Assim como eu, creio que bilhões, sim leitor, não há engano não, eu disse BILHÕES de pessoas, durante a história da humanidade tem um carinho especial por sua professora de ensino fundamental.</p>
<p>Segundo levantamento da ONU, Banco Mundial, e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), professores brasileiros tem um dos piores salários do mundo para professores de ensino fundamental.</p>
<p>Vejam trechos da reportagem deste estudo: <em><span style="text-decoration: underline;">“Em uma lista de 73 cidades, apenas 17 registraram salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, nos Estados Unidos e no Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor </span></em></p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">do ensino fundamental em São Paulo</span></em>.”</p>
<p>E mais <em><span style="text-decoration: underline;">“professores que começam a carreira no Brasil têm salários bem abaixo de uma lista de 38 países, da qual apenas Peru e Indonésia pagam menos.</span></em></p>
<p>Ora, caros leitores, é facílimo perceber que não há o mínimo esforço para o incentivo e desenvolvimento da carreira de professores no Brasil e isto, com o tempo, torna-se um círculo vicioso, pois quanto menos “qualidade” de ensino temos no “básico” maior é a carga sobre o ensino médio e superior para suprir as deficiências que não existiriam se de outra forma nós agíssemos.</p>
<p>A prova disto é que média acima de 38% dos alunos universitários do Brasil são analfabetos funcionais. Ou seja, não tem a compreensão plena daquilo que estão lendo, e estes, “analfabetos funcionais”, serão nossos futuros médicos, advogados, administradores,  juízes, formando uma sociedade em que cada vez menos haverá exigência de “talentos”. Uma sociedade abaixo da média. Sem valores morais. Sem ética. Sem discernimento entre o “certo” e o “errado”. Uma sociedade sem limites de responsabilidades individuais. Onde o “grupo médio” será formado pelos menos “analfabetos funcionais”.</p>
<p>É na infância que adquirimos (ou não) nossos bons hábitos. É lá que, ao quebrarmos o círculo da família para ingressarmos no circulo social temos nossos primeiros “NÃOS” da vida. A imposição pelo respeito ao alheio, dá-se nesta fase. Uma criança incentivada à “pensar” desde cedo, dificilmente será um preguiçoso contumaz em leitura. Não terá ORGULHO em ter se formado na “escola da vida”. Aquele que, tendo a oportunidade de desenvolver-se no ensino regular, a qualquer tempo da vida, despreza-o em  função do orgulho de estar “formado na vida” nada mais é que uma criança mal instruída.  Pode ser um líder, mas  nunca será um bom exemplo.</p>
<p>O hercúleo esforço envidado por  nossas professoras para que tenhamos um sociedade, no mínimo  digna, esbarra de forma geral, nas péssimas condições em que trabalham. Num salário inferior (e muito inferior) à responsabilidade que lhes é imputada. Nas condições físicas das escolas. Muitas (ainda) sem manutenção. Com goteiras. Sem segurança. Com “crianças” que, apoiadas por um ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente,  que há muito deixou de cumprir a sua função ou então com função completamente desvirtuada do espírito dos legisladores, partem a má educação extrema. Xingamentos aos professores, torna-se ato banal e por vezes, até motivo de  idolatria por parte daqueles que o praticam. Violências físicas, tanto contra professores e funcionários das escolas, quanto ao próprio bem público, passam impunemente. Sem nenhum tipo de “limite”.</p>
<p>Culpa  dos diretores, professores e funcionários? Lógico que não. São mal remunerados e mal treinados. Fazem o possível pelo melhor. Às   vezes conseguem. A educação básica é de responsabilidade do Município, ou seja, em última instância, do Prefeito, vereadores e juízes da comarca.</p>
<p>Então a culpa é do município? Claro que não! De todos os impostos arrecadados pela população, em torno de 43% de tudo que é produzido, somente 4,5% é imposto municipal. 25,5% são impostos estaduais e 70% impostos federais.</p>
<p>Explicado melhor, de cada R$ 1.000,00 que você paga de impostos, somente R$ 45,00 são para o município. O restante, ou seja, R$ 955,00 são impostos estaduais e da União. Mas não vivemos nem no Estado nem na União. Vivemos no Município. Ao lado de vereadores, prefeito, juízes. Com a arrecadação de 4,5% o executivo municipal tem que dar andamento a todos os seus projetos de desenvolvimento além de custear a máquina pública e, você há de convir comigo, sobra pouco para isto.</p>
<p>Mas então, Eloy,  se as dificuldades da Educação Básica não são culpa da Escola, seus diretores, professores e funcionários. Não é culpa do Município e o Estado e a União estão distantes, a “culpa” é de quem?</p>
<p>Caro(a) leitor(a), a culpa é sua, e por diversos motivos, mas como estou me alongando, vou citar apenas alguns:  Quando você VOTA, tem que saber muito bem em quem está votando. Conhecer primeiramente, o partido que tenha uma linha ideológica que mais se aproxime com seu jeito de pensar. Se  dá importância prioritária à educação, saúde, segurança&#8230;! Se dá ou não importância à temas sensíveis que você discorda ou não, tais como, liberação ou não de aborto e drogas, ateísmo ou religiosidade, sistema de diferenciação étnica (cotas) para escolas e mercado de trabalho, tudo de acordo com o seu pensamento. Depois, dentro deste partido, escolher aquele candidato que melhor lhe inspire confiança nos quesitos de competência administrativa, honradez e seriedade no trato com a coisa pública.</p>
<p>Quantas  vezes você foi à câmara Municipal participar das sessões legislativas, após tantas eleições que já votou? E como já dissemos que você vive no município, quantas vezes procurou saber o que os vereadores estão fazendo ou deixando de fazer de bom ou ruim para o município?</p>
<p>Participar é questão fundamental para que você conheça como os eleitos agem e, tanto quanto possível, ajudá-los em seus projetos de desenvolvimento. E por último, mas não por fim, visitas rotineiras às escolas. Voluntariando-se para ajudar. Se você é marceneiro, ajudando na recuperação de carteiras e mesas. Se pintor, na mão de obra para repintar muros e prédios. Se cozinheira, participando com novas receitas e disponibilizando-se para ajudar nas festas escolares. Não tenha dúvida, sempre tem como ajudar é só querer. Nem que seja, contando histórias da sua vida. Fazendo nascer sonhos e esperanças nas mentes infantis. Mas, agora sim, principalmente, pelo respeito e carinho que todas as professoras de educação básica merecem.</p>
<p>No Japão, todos os súditos tem que prestar reverência ao Imperador, mas, é o Imperador que presta reverência aos professores. A cada vez que você passar por uma escola municipal procure conhecê-la. Fale aos diretores e funcionários da importância do trabalho deles. Coloque-se à disposição para ajudar na medida  que puder. Lembre-se,  caro(a) leitor(a): se você está lendo este artigo, muito provavelmente teve uma professora para ensiná-lo(a).  Portanto, se não por questão de cidadania, pelo menos por questão humanitária: Lembre-se das professoras que te ensinaram a ler e escrever. Elas fizeram e farão, perenemente,  parte de todos os seus próximos dias. Assim como a Dona Alice Viterbo dos Reis, faz parte da minha vida, com ou sem o CORTE DO DINHEIRO.<br />
Para sempre!</p>
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		<title>Pituíca &amp; Brasa, à procura da felicidade !</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2015 16:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quatro e meia de uma tarde nublada e friorenta em Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná. Em minha caminhada vespertina na Av. Paraná, quase chegando ao cruzamento, vindo da Receita Federal em direção ao centro da cidade, com a Rua Duque de Caxias, ouço um rosnado-miado estranho vindo do matagal, logo após a Delegacia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro e meia de uma tarde nublada e friorenta  em Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná.<img src="http://eloysouza.com.br/wp-content/uploads/Pituica-e-brasa1.jpg" alt="Fazendo HUMANOS mais felizes" title="Pituica e brasa1" width="300" height="180" class="alignright size-full wp-image-547 colorbox-546" /><br />
Em minha caminhada vespertina na Av. Paraná, quase chegando ao cruzamento, vindo da Receita Federal em direção ao centro da cidade, com a Rua Duque de Caxias, ouço um rosnado-miado estranho vindo do matagal, logo após a Delegacia da Policia Civil.<br />
Um tanto quanto assustado, aproximo-me e vejo uma gatinha, já bastante maltratada, deitada e me olhando com cara de desconfiada.<br />
Muito devagar, vou me aproximando e sento-me a um metro de distância mais ou menos.<br />
Fico olhando para ela e,  falando com a voz mais suave que posso, vou me aproximando bem devagar. Levo uns 10 minutos até poder toca-la sem a possibilidade de ser mordido ou arranhado. Com mais uns 15 minutos, já a tenho sobre a minha perna.<br />
Os meus “colegas de caminhada” passam e fazem menção de parar. Eu peço a eles para continuarem caminhando. Que vou tentar leva-la a um amigo veterinário e ver se há condições de salvá-la.<br />
Já por volta de cinco da tarde, ergo-me vagarosamente com ela ainda nos braços e começo a caminhar em direção à Av. Republica Argentina, onde um veterinário amigo meu, poderá cuidar melhor dela.<br />
Ao chegar à clinica, ele vem me receber e, bem devagar, porém com muito mais precisão do que eu, recolhe a gatinha de meus braços e começa a falar com ela de forma bem suave.<br />
Ele a chama de Pituíca, devido ao tamanho dela. Leva-a para uma sala toda branca e com um pouco de ração em uma mão, vai acalmando-a e alimentando-a.<br />
Ele me diz que ele deve estar com vermes e que, antes de tudo vai deixa-la em observação até a manhã do dia seguinte.<br />
Pergunta-me, então, o nome dela e quem é o responsável por ela.<br />
- O nome dela é Pituíca e o responsável por ela é, agora, somos nós dois.<br />
Ele ri e diz:<br />
- La vamos nós de novo né?<br />
Solto uma gargalhada e lembro-me do que aconteceu um ano antes.<br />
Um episódio muito parecido com o da Pituíca, mas, em vez de gata, com uma cachorrinha prenhe que encontrei perdida e levei, também, para ele. Demos-lhe o nome de Brasa, pois ela parecia queimar em nossas mãos de tão excitada que ficava quando a acariciávamos. Para resumir a história: A Brasa  deu à luz a 5 filhotes e nós tivemos que sair pedindo aos amigos para adota-los. Foi, literalmente, um PARTO a história da cachorrinha Brasa.<br />
Voltando à gata Pituíca !<br />
No dia seguinte, logo após o almoço, fui até à clinica ver como a Pituíca estava se comportando.<br />
- Ela passou bem esta noite. Dormiu bastante. Não foi agressiva. Alimentou-se direitinho.<br />
Vou fazer alguns exames com ela e, creio que dentro de uma ou duas semanas, você já poderá leva-la pra casa!<br />
- Hã? Eu moro em apartamento. Nunca tive gata. Nem sei como fazer.<br />
- Então vamos fazer o quê com ela?<br />
Olhamos um para o outro e caímos na risada.<br />
-  Vamos tentar achar um lar que a adote.<br />
- De novo você me fazendo ser  bonzinho né?<br />
E assim foi!<br />
Porém, dez dias depois, o Antonio Barbosa, funcionário da Itaipu Binacional, ao passar pela clinica, viu a Pituica e perguntou se estava à venda.<br />
Meu amigo veterinário NUNCA VENDEU animais e disse-lhe que a Pituíca NÃO estava à venda.<br />
O Antonio contou então a história de que sua filhinha Mafalda, de 8 anos, andava triste sem razão aparente, e que a médica disse-lhe que, talvez, um animalzinho de estimação, pudesse fazer –lhe bem.<br />
Meu amigo veterinário confirmou que a Pituíca não estava à venda mas que, se o Antonio se comprometesse em trata-la MUITO BEM e que a trouxesse uma vez a cada seis meses para fazer  exames de rotina, poderia “doa-la” sem nenhum custo além dos exames semestrais.<br />
Imediatamente o Antonio aceitou e levou a Pituica embora.<br />
Algumas semanas após, o Antonio voltou à clinica e comentou que a Pituica estava muito bem e que a Mafalda tinha voltado a sorrir. Inclusive dormiam juntas e a Pituíca estava aprendendo a falar. Coisa que, só quem gosta muito de animais, compreende isto.<br />
O Antonio comentou, com alguns amigos no clube que frequentava, como a Mafalda  estava se recuperando rapidamente e como foi que conseguiu trazer a Pituica (que ele havia mantido o nome) para casa. Falou sobre a Clinica e o atendimento que meu amigo veterinário havia dado.<br />
Depois disto, alguns amigos que também tinham animais de estimação, de gato a peixinho dourado, de iguana a papagaio, começaram a procurar a clinica que o Antonio tão bem falava.<br />
No mês, passado,  junho de 2015, completou um ano deste fato.<br />
Nestes últimos doze meses, o atendimento na clinica cresceu 42% em número de animais atendidos e o faturamento triplicou de valor. Mais de 85% dos novos clientes são moradores nas circunvizinhanças da residência onde a Pituica vive, ou seja, a propaganda gratuita que está sendo feita, está trazendo excelentes resultados para a clinica.  Foram contratados mais dois médicos veterinários e 5 funcionários, entre atendentes, administrativos e higienização.<br />
Conversando ontem à noite, dia 05 de julho,  com este meu amigo, lembramos da história da Pituíca e a “sorte” que ela trouxe a todos que com ela se envolveram.<br />
A Mafalda está feliz da vida, assim como seus pais estão por tê-la alegre sempre.<br />
Meu amigo, com o crescimento dos negócios, já está pensando em abrir uma nova unidade de atendimento no outro lado da cidade, que, por sua vez, demandará mais mão de obra,mais geração de emprego, mais renda,  mais impostos e mais felicidade a quem possui animais de estimação.<br />
Esta história deve ter acontecido milhares de vezes na história da humanidade, ou seja, um animal de estimação trazendo felicidade a humanos.<br />
Se você empresário quiser de alguma forma “trazer a sociedade consumidora do seu produto”  para dentro da sua empresa, pense em FAZER AÇÃO SOLIDARIA com algo que cative esta mesma sociedade.<br />
Não se faz necessário ser uma ação especifica (como no caso da Pituíca e da Brasa, com uma clinica veterinária) dos seus produtos.<br />
Se o teu segmento de mercado é o de construção civil, por exemplo, inicie uma ação solidaria junto à população para, por exemplo, doação de livros. A cada milheiro de tijolos vendidos, ou a cada duas caixas com azulejos, ou a cada escada de alumínio vendida, serão doados livros para as escolas municipais.<br />
Se você trabalha no segmento de alimentos, além de, logicamente, colaborar para um cardápio mais elaborado para pacientes em hospitais ou escolas, por exemplo, a cada tal quantidade de produtos, o cliente preencherá um cupom com um nome de uma escola do município que, ao final do ano, será sorteado, entre as escolas, um laboratório de informática.<br />
E assim por diante.<br />
Há mil possibilidades de participação solidária, independentemente dos governantes cumprirem ou não com suas obrigações básicas, quanto à saúde, educação e segurança.<br />
Quantas Pituícas e Brasas ainda temos por aí, somente esperando uma ajuda para fazer as MAFaldas da vida darem uma ampla, vigorosa e feliz gargalhada?<br />
Pense à respeito !</p>
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		<title>Orgulho em ser&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2014 20:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; A chuva fina, intensa, mas fria, martelava o teto daquele ponto de ônibus no bairro do Portão, na zona sul de Curitiba, capital do Estado do Paraná. Bem agasalhada, Carla esperava pacientemente pelo ônibus Santa Cândida-Capão Raso que a deixaria no centro da cidade. Já havia cinco anos que trabalhava naquele órgão público. Orgulhava-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_539" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-539 colorbox-538" title="Orgulho de ser" src="http://eloysouza.com.br/wp-content/uploads/Orgulho-de-ser.jpg" alt="" width="300" height="150" /><p class="wp-caption-text">Orgulho em ser...</p></div>
<p>&nbsp;<br />
<strong>A</strong> chuva fina, intensa, mas fria, martelava o teto daquele ponto de ônibus no bairro do Portão, na zona sul de Curitiba, capital do Estado do Paraná. Bem agasalhada, Carla esperava pacientemente pelo ônibus Santa Cândida-Capão Raso que a deixaria no centro da cidade. Já havia cinco anos que trabalhava naquele órgão público. Orgulhava-se de seu trabalho. Sentia, cada vez mais, que devolvia à cidade e a população, com seu exemplar trabalho, tudo que recebia em troca. Bom transporte, saúde pública aceitável e segurança condizente. Estes quesitos ora eram quebrados por uma ou outra vez, mas, de forma geral, estavam sendo cada vez mais populares na comunidade. Enquanto aguardava a chegada do transporte, Carla pensava que, apesar de tudo, sua vida estava sendo levada de forma correta e honesta.<br />
Neste mesmo momento, Elaine também aguardava, na Santa Cândida, bairro da zona norte , o ônibus da mesma linha que Carla esperava, que a levaria também ao centro da cidade.<br />
Com a mesma chuva fina e intensa que castigava o teto, Elaine meditava sobre a sua vida. Já havia mais de 20 anos que trabalhava naquele órgão público e, até hoje, não havia sido reconhecido todo o seu valor profissional.<br />
Uma colega de serviço público com bem menos tempo de serviço que ela, já havia sido promovida duas vezes, enquanto ela amargava a mesma função por mais de 15 anos. Não era justo este tipo de coisa. O funcionalismo público, segundo Elaine, deveria ser pautado pelo tempo de serviço prestado e não por concursos ou outros parâmetros de meritocracia. Isto, realmente, não era justo.<br />
Ela, Elaine, era realmente, uma profissional no desenvolvimento de suas funções. Chegava cedo , cumpria seu horário religiosamente (inclusive porque o “chefe” recentemente, havia implantado relógio ponto para entrada e saída). Nunca entendeu porque havia sido preterida em cargos mais elevados. De maiores responsabilidades. Já há 15 anos ela recebia, no balcão da recepção, toda a documentação que entrava ou saía da “secretaria”. Quando da entrada de documentos, ela batia o carimbo de PROTOCOLO, devolvia (se necessário) uma via carimbada para o remetente e o enviava com protocolo de tramitação interna, para o setor ou pessoa responsável por dar andamento naquele processo.<br />
Ultimamente, estavam querendo implantar um sistema computadorizado para, segundo aquele “pessoalzinho” (palavra dela) da informática, facilitar e melhor coordenar a tramitação de documentos na secretaria. Como se ela não soubesse fazer isto.<br />
Com estes pensamentos, tanto Carla quanto Elaine, entraram nos respectivos ônibus e acomodaram-se para os 30 minutos do trajeto até o centro da cidade.<br />
Coincidentemente, ao mesmo tempo, no local do trabalho. Um prédio com fachada estilo anos 20 , de cor azul claro, tinha, logo na entrada, um local onde os funcionários podiam deixar seus pertences, como guarda-chuvas, capas e bolsas.<br />
Ao encaminharem-se para as respectivas mesas de trabalho, viram que no mural da repartição, de feltro verde, preso com alfinetes coloridos, havia um “Convite” do diretor do órgão para um treinamento que estava programado, gratuitamente, para as duas semanas seguintes, sobre “A RESPONSABILIDADE DO FUNCIONALISMO ESTATAL”, no próprio auditório de treinamentos e reuniões da repartição.<br />
Na realidade o treinamento era de somente 20 horas, divididos em 4 horas por noite, das 18:00 às 22:00 de segunda a sexta, mas seria aplicado em duas semanas, pois, se caso o participante perdesse uma aula da primeira semana, poderia tranquilamente recuperá-la na semana seguinte. Seriam entregues CERTIFICADOS DE PARTICIPAÇÃO que, futuramente, poderiam contar pontos para promoções.<br />
Carla, parou, leu com atenção ao convite, tirou um bloco de papel da bolsa e anotou algo, enquanto, mentalmente, verificava como faria para poder participar deste treinamento. Não havia, até o momento, nada que pudesse impedí-la de participar.<br />
Pediria à sua mãe que ficasse com seu filho durante o período das aulas. Já estava até vendo a alegria da “vó” em poder ficar com seu netinho durante as noites daquela semana.<br />
Quanto ao marido, tinha certeza que ele, ao sair do trabalho, iria para casa, arrumaria o jantar e, ao findar das aulas, estaria esperando-a para levá-la para casa, perguntando, ansioso, como foi o treinamento daquela noite.<br />
Já, Elaine, também parou, leu o mesmo convite, fez um muxoxo e seguiu direto para sua sala, pensando:<br />
- Mas este “diretorzinho” só faz coisa errada mesmo! Onde já se viu marcar treinamento para a noite?<br />
E nem pagarão hora extra nem nada! O máximo que poderei “ganhar” será um cafezinho e umas bolachinhas. Grandes coisas. Eu não estaria aqui já por mais de 20 anos se não soubesse a própria responsabilidade e, não seria agora, por umas “bolachinhas” que vou alterar meu jeito de ser, além do que, tenho família para cuidar quando saio do trabalho.<br />
Você já sabe onde quero chegar. Não é?<br />
A responsabilidade profissional de cada ser humano lhe é dada na proporção exata da sua capacidade.<br />
Com exceções de praxe (alguns cargos comissionados, por exemplo) o funcionalismo público é, em sua maior parte, composto por técnicos e profissionais que em suas funções, nada ficam a dever aos colegas da iniciativa privada.<br />
Isto desde a recepcionista de uma secretaria de Estado quanto a um engenheiro, motorista, professor ou qualquer outra função correlata.<br />
Sob este aspecto, até mesmo a mentalidade de algumas pessoas, são bastante similares.<br />
No caso específico de Elaine e Carla, poderiam ser colocadas em qualquer empresa privada que não haveria alternação significativa de comportamento.<br />
O problema maior da nossa dupla é que ela tem FUNÇÃO pública, ou seja, são remuneradas diretamente com os valores arrecadados de toda a população, portanto, tem sim uma responsabilidade maior perante este próprio público. Já seus colegas da iniciativa privada, tem a responsabilidade no limite imposto pela própria empresa, ou seja, se não houver a reciprocidade de bons serviços-produtos para a comunidade a qual serve, a empresa irá à falência e, por consequências eles, colegas em função, perderão seus empregos.<br />
Logicamente que Carla, ao se dispor, e encontrar condições para isto, a frequentar com entusiasmo o treinamento proposto terá maior conhecimento de suas responsabilidades podendo então melhor desenvolver-se profissionalmente. Diferentemente de Elaine, que, encontrou argumentos suficientes para não frequentá-lo e, ao que parece, continuará a receber processos pelos próximos 25 anos.<br />
As condições de desenvolvimento das funções profissionais, seja na iniciativa privada ou pública, aparecem continuamente para todos. Com uma ou outra empresa-repartição dentro das exceções. Grande parte do corpo do funcionalismo público (assim como na iniciativa privada) é composta por pessoas de boa índole. De boa fé. Com vontade de crescer e ver, com o fruto do seu trabalho, o crescimento de sua empresa ou município-estado ou nação.<br />
Cada um de nós, tem parcela de orgulho de alguma coisa, pela nossa família ou etnia. Orgulho pelo clube de futebol que torcemos ou pelo partido político que cremos ser o melhor. Orgulho pela cidade ou estado que nascemos. Orgulho de ser médico ou advogado. Motorista ou estivador. Orgulho de ser brasileiro. Orgulho em ser FUNCIONÁRIO PÚBLICO.<br />
E você? Do que se orgulha?</p>
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		<title>Programa Radar News &#8211; 17/07/2014</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2014 17:22:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Palestra Interativa no Programa Radar News, no dia 17 de julho de 2014, comandado pelo apresentador Beto Mous, com a participação de Emerson Aleluia, Ari Cristiano Nogueira e Monica Heoli Olie!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palestra Interativa no Programa Radar News, no dia 17 de julho de 2014, comandado pelo apresentador Beto Mous, com a participação de Emerson Aleluia, Ari Cristiano Nogueira e Monica Heoli Olie!</p>
<p><iframe width="480" height="360" src="//www.youtube.com/embed/kWF9F3tb3AA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>O &#8220;achismo&#8221; e seus asseclas!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2014 11:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento público]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[postura]]></category>
		<category><![CDATA[qualificação pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[qualificação profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho notado que diversos pseudo especialistas em tudo, desde a angulação da flexibilidade do rabo da lagartixa a inclusão social da física quântica nas máquina de calcular, que tudo que se “ACHA” é ruim. De mal gosto. De incultos! Oras bolas! Quase tudo nesta vida é “ACHISMO”, exceto, a morte! Esta é a única certeza. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-502 colorbox-497" title="Achismo2" src="http://eloysouza.com.br/wp-content/uploads/Achismo21-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /><br />
Tenho notado que diversos pseudo especialistas em tudo, desde a angulação da flexibilidade do rabo da lagartixa a inclusão social da física quântica nas máquina de calcular, que tudo que se “ACHA” é ruim. De mal gosto. De incultos!<br />
Oras bolas!<br />
Quase tudo nesta vida é “<strong>ACHISMO</strong>”, exceto, a morte!<br />
Esta é a única certeza.<br />
Senão vejamos!<br />
Nascemos e “ACHAMOS” que vamos ser médicos, bombeiros, policiais&#8230;<br />
Vamos pra escola e “ACHAMOS” que vamos passar de ano facilmente&#8230;<br />
Na escola ainda, “ACHAMOS” que aquela menina (ou menino) será nosso amor eterno&#8230;.<br />
ACHAMOS que a professora gosta mais (ou menos) da gente que dos outros alunos&#8230;.<br />
Crescemos e ACHAMOS que vamos ser famosos cantores, atletas, profissionais&#8230;.<br />
Namoramos e ACHAMOS que este “amor” é para sempre&#8230;<br />
Casamos e ACHAMOS que será para sempre&#8230;<br />
Os pais ACHAM que o filho que vai nascer será menino&#8230;<br />
Para o filho, os pais ACHAM que será um CIDADÃO (ou cidadã) pleno&#8230;<br />
Compramos uma casa ou automóvel ou geladeira e ACHAMOS que fizemos um bom negócio&#8230;<br />
Vamos as igrejas ACHANDO que a nossa religião é a melhor&#8230;<br />
E assim segue a vida&#8230; sempre&#8230;. ACHANDO isto ou aquilo.<br />
Já profissionalmente, ACHAMOS que a nossa profissão é a mais importante&#8230;<br />
Os empresários investem ACHANDO que terão lucro&#8230;.<br />
Os funcionários trabalham ACHANDO que é o que lhes cabe fazer&#8230;<br />
Os governantes ACHAM que fazem o melhor para todos&#8230;<br />
As políticas econômicas são aplicadas por economistas que ACHAM que assim que é o certo&#8230;<br />
Os candidatos a cargos eletivos ACHAM que serão eleitos&#8230;<br />
As associações comerciais ACHAM que são detentoras das soluções dos problemas que há entre seus associados&#8230;<br />
Equipes de atletas participam de competições e ACHAM que vão ganhar.<br />
Mesmo na Bíblia Sagrada, estamos pleno de eventos de ACHISMO!<br />
Eva ACHOU que, comendo a maçã, seria igual a Deus.<br />
Caim matou Abel porque ACHOU que Deus gostasse mais de Abel.<br />
Todo o povo ACHOU que Noé estava louco ao construir a Arca! E conhecemos a história.<br />
Mesmo tendo todos os recursos disponíveis, apoio integral da equipe, tempo e capacidade de planejamento, mesmo, assim, ACHAMOS que tal coisa pode dar certo.<br />
Exemplo deste último?<br />
O assassino mor adolfo hitler (minúsculas de propósito)<br />
Este assassino teve uma grande nação em mãos.<br />
Teve tudo que foi necessário para fazer da Alemanha, já naquele período, uma grande Nação.<br />
Em sua estupidez mental (que é idolatrada por imbecis de mentalidade obscura até hoje) ACHOU que poderia dominar o mundo.<br />
ACHOU que poderia dizimar os judeus, negros, gays e deficientes físicos.<br />
ACHOU que o seu “III Reich” duraria mil anos.<br />
ACHOU que poderia vencer os americanos e seus aliados.<br />
ACHOU errado e a história responsabiliza-o pela morte entre 40 e 72 milhões de humanos.<br />
Já por outro lado, Thomas Alva Edison, ACHOU que poderia fazer com que um fio de metal, incandescente pela eletricidade, gerasse LUZ e, após mais de mil (ACHO que mil) experiências frutíferas (pelo conhecimento de que “assim” não era) finalmente acertou e fez a lâmpada elétrica.<br />
Ou seja, ACHOU, no mínimo, 999 vezes que poderia ser assim!<br />
Oras bolas&#8230;.<br />
Qualquer estudante de primeiro período de ADMINISTRAÇÃO de empresas aprende que os quatro fundamentos de uma boa administração são:<br />
Planejamento, Liderança, Organização e Controle.<br />
Tudo começa-se pelo PLANEJAMENTO que, fundamentalmente é nada mais nada menos que “ACHO” que devemos fazer desta ou daquela forma e, por causa disto, daquilo e daquele outro, que, se por acaso, isto não funcionar do jeito que ACHAMOS, mudaremos, em determinada fase para esta ou aquela forma.<br />
Planeja-se em cima das informações que dispomos no momento.<br />
A tomada de decisão é feita exclusivamente no “retrato” do momento que, pode ser alterado (ou não) no decorrer do desenvolvimento.<br />
Mais um exemplo disto?<br />
Um empreendedor descobre que as cadeiras de madeira vendidas no norte são fabricadas no sudeste do Brasil.<br />
Ele, descobre ainda que, grande parte da madeira vem justamente do norte para o sudeste, é então industrializada e devolvida para a origem com valor agregado em transformação, fretes, impostos, etc.<br />
Pois bem&#8230;!<br />
Ele decide então montar uma unidade fabril na região norte onde, com o mesmo material, porém com valor inferior de custos, poderia vender a cadeira com valor um pouco menor que seus concorrentes das outras regiões e,mesmo assim, obter um lucro igual ou maior que os mesmo.<br />
Assim pensando, e tendo estas informações à mão, sai a campo para estudar como e onde fazer a sua fábrica de cadeiras.<br />
Quando já estava para fechar todos os contratos para inicio do projeto, eis que lhe surge a dúvida:<br />
- Por quê seus (talvez, futuros) concorrentes já não tinha feito isto? Montado uma fábrica lá mesmo no norte?<br />
Eles (alguns fabricantes já com mais de cinco décadas no mercado) não haviam pensado nisto?<br />
Postergou em duas semanas a assinatura dos contratos e voltou à campo para maiores informações.<br />
Descobriu que a vocação da região norte era essencialmente extrativista. A dificuldade na qualificação de mão de obra era um empecilho muito grande e, sob alguns aspectos, incontornáveis.<br />
Para trazer funcionários qualificados do sudeste o custo elevaria em muito a produção tornando inviável a produção.<br />
Resumindo: Desistiu do projeto da fábrica de cadeiras e resolveu estudar a implantação de uma grande transportadora de madeira para o sudeste e, na volta, cadeiras para o norte.<br />
Lógico que o exemplo acima é fruto da minha imaginação.<br />
Só o fiz para que possamos ter uma visualização melhor do “ACHISMO”.<br />
Este empreendedor, ACHOU que uma fábrica de cadeira seria viável e acabou descobrindo que uma transportadora melhor atenderia seu objetivo.<br />
Portanto a cada vez que alguém vier com “ACHO QUE”, procure prestar mais atenção naquilo que ele fala.<br />
Respeite o ACHISMO alheio!<br />
Excetuando-se a possibilidade de você ser mais um professor de Deus, a arrogância em desprezar o alheio pelo simples fato de “ACHAR QUE” o torna, senão o mais estúpido ser que já pisou na face da terra (logo após o assassino hitler) no mínimo uma pessoa mal educada e deselegante.<br />
E este teu comportamento afastará as pessoas que, de uma outra forma, poderiam ACHAR que você fosse uma pessoa, espiritualmente, caridosa.<br />
Resumindo: A verdade só prevalece sobre os fatos, e fatos só ocorrem se antes houver um “ACHO QUE”.<br />
Bem, eu ACHO que é assim.<br />
E se você não ACHAR que assim o seja, pois então seja feliz do modo que ACHAR melhor.</p>
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		<title>Copa do Mundo 2014 &#8211; Gastos do Governo Federal</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2014 06:58:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um resumo dos gastos para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Suas prioridades e consequências!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um resumo dos gastos para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.<br />
Suas prioridades e consequências!<br />
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